Ever tried.
Ando a ler a Divina Comédia novamente. Como dizia o Axl naquela november rain de 3 minutos: again, again and again. Isso em grande parte por causa do meu filho, que agora sabemos ser menino e pelo que o livro representa na minha vida. Também tem o fato de que um dia quero entender direito o poema, e poder explicar o motivo do nome Virgílio.
Sendo assim, a cada canto vou fazer algumas observações, não tenho idéia de onde isso pode parar. A edição da editora 34 sobreviveu muito bem ao passar dos anos.
Sobre o poema, só lendo mesmo e olha lá. Nas obras completas de Dante, em algum canto o crítico Ginguené diz:
“Este quadro, que tem quase cem versos no original, é tão rico de comparações, de imagens, de harmonia imitativa, que perderia muito em ser sintetizado, ou mesmo traduzido. É cheio de vigor, de inspiração, de novidade. É talvez um daqueles em que se pode mais admirar o talento poético de Dante, essa arte de pintar com palavras, de representar objetos fantásticos, seres ou fatos extra-naturais e de absoluta impossibilidade, com tanta variedade, naturalidade e energia, que parece a quem os lê, os estar vendo, e que, os tendo lido uma vez, crê toda a sua vida tê-los visto!”
Isso não se aplica apenas a um canto, mas para praticamente todo o poema.

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